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Tribunal de Justiça da Bahia tem primeira mulher na presidência

9/2/2008
Tribunal de Justiça da Bahia tem primeira mulher na presidência

Silvia Zarif assume presidência do TJ

A desembargadora Silvia Zarif, 57 anos, foi empossada presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ) em cerimônia ritualística que aconteceu na manhã desta sexta-feira, 8, no salão nobre do Fórum Ruy Barbosa. É a primeira vez que uma mulher preside o Poder Judiciário no Estado. O evento reuniu o governador Jaques Wagner, acompanhado da primeira-dama, Fátima Mendonça, o chefe do poder Legislativo, Marcelo Nilo (PSDB), o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, desembargadores, entre outras personalidades como os pré-candidatos às eleições municipais em Salvador, Nelson Pellegrino (PT) e ACM Neto (DEM).  

Dos 27 Tribunais de Justiça espalhados pelo país, além da Bahia, somente o Acre, Pará e Rondônia têm o cargo máximo do Judiciário ocupado por uma mulher. Por aqui, além da presidência, a nova Mesa Diretora do TJ, composta por cinco membros incluindo a presidente, conta com mais três mulheres-desembargadoras: Lealdina Torreão (1ª vice-presidente); Telma Brito (corregedora-geral da Justiça) e Maria José Sales Pereira (corregedora do interior). O único representante do gênero masculino no biênio 2008/2009 será o desembargador Jerônimo dos Santos (2º vice-presidente).

"A responsabilidade aumenta, por ser a primeira mulher, porque a expectativa é grande. Na realidade, não podemos fazer milagres, mas vamos nos empenhar, como sempre fizemos, em todas as atividades como mulheres, em desempenhar mais este papel na direção do poder Judiciário na Bahia", disse a nova presidente, Silvia Zarif, em entrevista coletiva após a cerimônia de posse.
 
Um dos grandes desafios da nova presidente é dar celeridade à Justiça baiana, considerada uma das mais morosas do país. Para isso, Zarif diz que pretende contar com a parceria dos servidores e demais desembargadores. "Trabalho, muito trabalho, eficiência, transparência e eficácia nas decisões", expressou como característica que deverá marcar sua gestão a presidente do TJ.

O quadro de pessoal do Judiciário baiano, hoje, é pequeno e não há recursos para aumentá-lo nesse momento, admitiu a chefe do Judiciário. Mas, segundo disse, economizando os recursos e aumentando as custas (arrecadação através de serviços prestados em cartórios, sobretudo) pretende dar início à implantação do Plano Diretor do Judiciário (PDJ) cujos objetivos e metas se traduzem, em suma, na celeridade da Justiça e redução de gastos.

Regina Bochicchio, do A TARDE
Foto: Rejane Carneiro / Agência A Tarde


A Tarde

 

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